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Entre o ringue e a família

Entre o ringue e a família

Luiz carrega um legado no esporte e agora encontra na paternidade uma nova motivação para seguir lutando.

Por Giulia Amendola

Para Luiz Oliveira, o boxe nunca foi apenas uma escolha esportiva, foi um destino que começou a ser desenhado ainda na infância. Crescido em uma família marcada pelo esporte, ele entrou no ringue pela primeira vez ainda criança e, desde então, transformou o treinamento, a disciplina e a superação em parte central da sua vida.

Depois de experiências marcantes em competições internacionais, o atleta vive agora uma nova fase: a da paternidade. Entre treinos intensos e a rotina familiar, Luiz busca equilibrar duas dimensões importantes da sua trajetória e continuar honrando o legado esportivo da família enquanto constrói, para o filho, um exemplo de dedicação e valores.

  1. Você cresceu em uma família de boxeadores. Em que momento percebeu que o ringue também seria o seu destino?

     Desde que me conheço como pessoa, o boxe sempre esteve presente na minha vida. Meu primeiro contato com o esporte foi aos 6 anos, mas ainda era muito novo para decidir meu futuro, então experimentei outras modalidades. Aos 10 anos, porém, a chama do boxe reacendeu de vez e desde então eu não parei mais. Hoje, não me vejo fazendo outra coisa além de estar no ringue.

  1. Depois de Jogos Olímpicos, finais mundiais e agora a paternidade, o que mudou em você?

Posso dizer com toda a certeza que, depois de viver os Jogos Olímpicos, finais mundiais e agora a paternidade, me tornei outra pessoa. Hoje sou um homem mais maduro, com ainda mais vontade de vencer. Ser pai despertou em mim uma força interna surreal. Quero ser melhor em tudo o que faço e voltar para minha família mostrando que todo o esforço, a dedicação e até alguns momentos de ausência têm um propósito muito maior.

  1. O boxe exige muita dureza. Como você cuida da sua parte emocional fora do ringue?

A parte emocional é fundamental para qualquer atleta. Graças a Deus, tenho uma rede de apoio muito forte. Sempre que me sinto desconfortável ou sobrecarregado, procuro conversar com pessoas que me trazem tranquilidade e equilíbrio. Minha esposa, meu pai e minha psicóloga têm um papel essencial nesse processo e me ajudam muito a manter a cabeça no lugar fora do ringue.

  1. Que peso e que força vêm de carregar um legado esportivo?

Me sinto muito privilegiado por carregar um legado esportivo. Dar continuidade a uma história iniciada pelo meu avô é motivo de muito orgulho e me dá ainda mais força para seguir firme em busca de conquistas. Além disso, é uma história linda, construída por uma família vitoriosa, que me motiva todos os dias.

  1. Financeiramente, como você se prepara para o futuro? 

Hoje, mais do que nunca, penso muito no futuro e na importância de me preparar financeiramente. Procuro investir meu dinheiro com responsabilidade e buscar constantemente novas formas de garantir continuidade e segurança para mim e para minha família.

  1. Agora, você divide seus treinos com a rotina também intensa de ser pai. Como tem sido descobrir esse seu novo lado, quais foram as melhores e maiores descobertas sobre isso até agora? 

Essa nova rotina tem sido muito satisfatória. Hoje, o momento mais esperado do meu dia é chegar em casa e estar com a minha família. Depois que nos tornamos pais, passamos a entender de verdade o que realmente tem valor. Sem dúvida, hoje eu troco qualquer festa ou outro tipo de compromisso por um tempo de qualidade ao lado da minha família.

  1. Que tipo de pai e de atleta você quer ser daqui pra frente? 

Quero seguir sendo um atleta cada vez mais vitorioso, dedicado a continuar trazendo orgulho e conquistas para o nosso país. E, como pai, quero acompanhar de perto o crescimento do meu filho, ensiná-lo sobre os princípios da vida, ajudá-lo a se tornar uma pessoa educada, feliz e com valores sólidos.

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