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Denis Jr fala sobre pressão e responsabilidade dentro e fora do gol

Denis Jr fala sobre pressão e responsabilidade dentro e fora do gol

Por Giulia Amendola

Ser goleiro é conviver com uma lógica diferente do futebol. Enquanto o gol marcado é coletivo, o erro quase sempre tem nome e sobrenome. Para Denis Jr, essa responsabilidade constante não é um peso gratuito, mas parte essencial da função. Concentração absoluta, preparo mental e repetição diária fazem parte de uma rotina em que cada lance, até o mais simples, pode decidir uma partida inteira.

Nesta entrevista, Denis fala sobre como transforma pressão em motivação, como lida com números e estatísticas sem perder o foco, e sobre o desafio silencioso de conciliar a carreira com a paternidade. Ele também reflete sobre educação financeira, planejamento e deixa uma mensagem direta para quem sonha, desde pequeno, em defender um gol. Uma conversa sobre maturidade, disciplina e visão de longo prazo em uma posição onde errar quase nunca é permitido.

  1. Ser goleiro às vezes significa comemorar sozinho quando o time faz um gol e tomar toda responsabilidade por uma derrota. Como você lida com essa pressão? 

É uma pressão natural de uma posição em que o erro quase não é permitido. Ser goleiro exige muita concentração, preparo mental e muito treino. É preciso estar focado o tempo todo, em todos os lances, até naqueles que parecem mais simples. Aprendi a conviver com essa responsabilidade e transformá-la em motivação para evoluir diariamente.

  1. Você teve números muito impressionantes (em termos de quantidade de defesas) na última temporada. Como você lida com essas estatísticas: elas te impulsionam ou só aumentam a pressão?

Um pouco dos dois. As estatísticas mostram que o trabalho vem sendo bem feito, que existe consistência, mas ao mesmo tempo não deixam a gente se acomodar. Sempre existem erros e falhas, que fazem parte do processo. O mais importante é usar esses números como combustível para buscar evolução, crescimento e não achar que está tudo perfeito.

  1. Você tem dois filhos pequenos, como administra os jogos e as viagens e a criação deles? 

Não é uma tarefa fácil conciliar tudo. A rotina de jogos, viagens e concentrações acaba me afastando um pouco da família. Tenho o apoio fundamental da minha noiva, que fica com eles 100% do tempo e assume grande parte da criação. Sem esse suporte, seria muito mais difícil seguir na carreira com tranquilidade.

  1. Financeiramente a vida do jogador de futebol parece ser atrativa de cara, mas sabemos que é preciso preparo e educação financeira para se organizar. Como você se organiza nesse sentido? 

Sempre tive interesse pela área financeira. Já fiz cursos de gestão financeira e procuro conversar constantemente com especialistas e pessoas ligadas ao mercado. Entendo que a carreira de atleta é curta, então é fundamental saber administrar bem essa parte da vida, pensando no presente e, principalmente, no futuro.

  1. Que mensagem você deixaria para futuros pequenos goleiras e goleiras que ainda sonham em defender o gol daqui a alguns anos? 

Todos nascem goleiros, já nascemos apaixonados por essa posição. A mensagem que deixo é: tenham dedicação, trabalhem muito e jamais desistam dos seus sonhos. O caminho não é fácil, mas tudo é possível quando se acredita e se luta com todas as forças.