Por Giulia Amendola
Nesse mundo onde teoricamente o algoritmo é desenhado perfeitamente pra gente, acredito que existe algum alinhamento cósmico ou tecnológico que faz a frase certa aparecer na hora certa. Afinal, esses mecanismos têm que funcionar para algo que preste também.
A alegria é a coisa mais séria da vida – foi a frase que apareceu para mim nos últimos dias. Mais do que uma vez. Encucada, achei que era de uma música, mas, em uma rápida busca, descobri que a frase é atribuída a um poeta português chamado Almada Negreiros. Ou assim disse a internet.
Me peguei pensando nas coisas que eu tenho levado à sério ultimamente e o que Almada quis realmente dizer com essa frase tão simples, mas tão bonita.
A vida faz isso com a gente, né? Vamos igual a um trator, a lista de tarefas se empilhando, os eventos, as novidades, mesmo as coisas legais entram no saco e se misturam ao resto.
Como nada acontece por acaso, entendi que era um recado de que eu precisava (re)encontrar a alegria em algumas tarefas mundanas, das coisas que já estão aqui e que trazem esses pequenos rompantes – dá para chamar assim? – no meio da nossa rotina.
Decidi então levar a sério a alegria que sinto quando escrevo, quando faço carinho nos meus gatinhos, quando olho pela janela e vejo o verde; quando consigo ficar mais do que eu tinha planejado na esteira (só quem vive a guerra contra a academia sabe);
A gente precisa estar aberto à sentir. A ver. É difícil? É! É um exercício diário? Também.
Fica então lembrete para gente não se esquecer de sentir as coisas alegres da vida. Digo: das coisas sérias da vida.

