Por Giulia Amendola
Para Luiz Oliveira, o boxe nunca foi apenas uma escolha esportiva, foi um destino que começou a ser desenhado ainda na infância. Crescido em uma família marcada pelo esporte, ele entrou no ringue pela primeira vez ainda criança e, desde então, transformou o treinamento, a disciplina e a superação em parte central da sua vida.
Depois de experiências marcantes em competições internacionais, o atleta vive agora uma nova fase: a da paternidade. Entre treinos intensos e a rotina familiar, Luiz busca equilibrar duas dimensões importantes da sua trajetória e continuar honrando o legado esportivo da família enquanto constrói, para o filho, um exemplo de dedicação e valores.
- Você cresceu em uma família de boxeadores. Em que momento percebeu que o ringue também seria o seu destino?
Desde que me conheço como pessoa, o boxe sempre esteve presente na minha vida. Meu primeiro contato com o esporte foi aos 6 anos, mas ainda era muito novo para decidir meu futuro, então experimentei outras modalidades. Aos 10 anos, porém, a chama do boxe reacendeu de vez e desde então eu não parei mais. Hoje, não me vejo fazendo outra coisa além de estar no ringue.
- Depois de Jogos Olímpicos, finais mundiais e agora a paternidade, o que mudou em você?
Posso dizer com toda a certeza que, depois de viver os Jogos Olímpicos, finais mundiais e agora a paternidade, me tornei outra pessoa. Hoje sou um homem mais maduro, com ainda mais vontade de vencer. Ser pai despertou em mim uma força interna surreal. Quero ser melhor em tudo o que faço e voltar para minha família mostrando que todo o esforço, a dedicação e até alguns momentos de ausência têm um propósito muito maior.
- O boxe exige muita dureza. Como você cuida da sua parte emocional fora do ringue?
A parte emocional é fundamental para qualquer atleta. Graças a Deus, tenho uma rede de apoio muito forte. Sempre que me sinto desconfortável ou sobrecarregado, procuro conversar com pessoas que me trazem tranquilidade e equilíbrio. Minha esposa, meu pai e minha psicóloga têm um papel essencial nesse processo e me ajudam muito a manter a cabeça no lugar fora do ringue.
- Que peso e que força vêm de carregar um legado esportivo?
Me sinto muito privilegiado por carregar um legado esportivo. Dar continuidade a uma história iniciada pelo meu avô é motivo de muito orgulho e me dá ainda mais força para seguir firme em busca de conquistas. Além disso, é uma história linda, construída por uma família vitoriosa, que me motiva todos os dias.
- Financeiramente, como você se prepara para o futuro?
Hoje, mais do que nunca, penso muito no futuro e na importância de me preparar financeiramente. Procuro investir meu dinheiro com responsabilidade e buscar constantemente novas formas de garantir continuidade e segurança para mim e para minha família.
- Agora, você divide seus treinos com a rotina também intensa de ser pai. Como tem sido descobrir esse seu novo lado, quais foram as melhores e maiores descobertas sobre isso até agora?
Essa nova rotina tem sido muito satisfatória. Hoje, o momento mais esperado do meu dia é chegar em casa e estar com a minha família. Depois que nos tornamos pais, passamos a entender de verdade o que realmente tem valor. Sem dúvida, hoje eu troco qualquer festa ou outro tipo de compromisso por um tempo de qualidade ao lado da minha família.
- Que tipo de pai e de atleta você quer ser daqui pra frente?
Quero seguir sendo um atleta cada vez mais vitorioso, dedicado a continuar trazendo orgulho e conquistas para o nosso país. E, como pai, quero acompanhar de perto o crescimento do meu filho, ensiná-lo sobre os princípios da vida, ajudá-lo a se tornar uma pessoa educada, feliz e com valores sólidos.


