Por que a gente parece ser fisgado o tempo todo por notícias sensacionalistas, apelativas, destrutivas? Histórias em que a violência e seus personagens viram protagonistas… Eu tenho pra mim que tudo o que colocamos pra dentro produz efeito direto no nosso corpo, na nossa mente e na nossa alma. Não é uma suposição mística. É só observar a lógica básica da vida.
Se a gente se alimenta mal todos os dias, o corpo responde. Se fuma demais, bebe demais, vive relações tóxicas, o corpo e a mente respondem. As chamadas blue zones mostram exatamente isso: lugares do mundo onde as pessoas vivem mais e melhor porque há uma combinação de hábitos saudáveis, relações comunitárias e propósito. O consumo de conteúdo funciona na mesma lógica.
Somos bombardeados diariamente por narrativas que nos mantêm em estado de alerta. Dormimos pior. Vivemos inflamados emocionalmente e, com certeza, fisicamente. Explodimos ou implodimos. Desconfiamos mais. Brigamos mais. O que isso gera na nossa vida? Que tipo de sociedade isso constrói? (ou na verdade – destrói)
Recentemente, em conversa com a Jacqueline Pereira – autora do livro “A coragem de ser Gente de Verdade”, formada em Gestão Emocional pelo Einstein, Palestrante, Colunista da Vida Simples, escritora e criadora do movimento “Gente de Verdade” (ufa…! Quanta coisa!) – falávamos sobre inteligência. Durante muito tempo, inteligência foi medida quase exclusivamente por QI. Mas e o QE? E o QS? Inteligência emocional. Inteligência social. A capacidade de organizar relações, sentimentos e impacto.
A Jacque me disse a seguinte frase / provocação:
“O mal se organiza muito bem, mas o bem se organiza mal.”
Porque, de fato, o mal se articula, se financia, se estrutura, cria rede, cria narrativa, cria estratégia. E o bem? Muitas vezes fica no campo da intenção. No campo do “abraçar árvore”. No lugar da utopia romântica. Mas e se organizar o bem não for ingenuidade? E se for estratégia?
(A primeira coisa que me veio à cabeça foi o Arlindo Cruz:)
“O bem ilumina o sorriso
Também pode dar proteção
O bem é o verdadeiro amigo
É quem estende a mão.”
Se vivemos numa sociedade capitalista – e vivemos (nada de errado com isso) – por que o bem não pode ser um negócio? Por que propósito e prosperidade precisam estar separados? Existem negócios money driven, ego driven, purpose driven. Mas nós escolhemos juntar propósito com prosperidade.
É nesse ponto que VOZ Futura e Vida Simples se encontram. Não como páginas, não como marcas isoladas, mas como movimento. Como prática real de estruturar aquilo que acreditamos e já estamos fazendo. Se o mal se organiza, o bem também pode – e deve.
Por que acreditamos tão facilmente que “violência vende”? Quem decidiu isso? Quem testou o contrário de forma consistente, estruturada, estratégica? Nós estamos fazendo. Organizar o bem não é ser ingênuo. É ser intencional. É construir rede. É criar laços fortes. É dar palco para histórias que elevam e inspiram, que ampliam repertório. Não porque o mundo é cor-de-rosa. Mas porque ele já é cinza o suficiente. E aqui vem o nosso chamado.
Se você acredita que dá para fazer diferente, junte-se a nós. Escreva. Conte histórias. Indique pessoas que merecem ser vistas – INVISTA. Traga exemplos que merecem ser espalhados em forma de exemplos para que outras pessoas se projetem e digam: “Eu também posso”. Se você é uma empresa e acredita que o bem também gera valor real, econômico e social, então invista.
Porque se for para ser sensacionalista, que seja pelo construtivo.
Se for para viralizar, que seja pelo que aproxima.
Se for para organizar alguma coisa… que seja o Bem.


